Meu prédio é obrigado a ter ancoragem? +
Sim. Desde a Portaria nº 157/2006 do MTE, toda edificação com 4 ou mais pavimentos (ou altura igual ou superior a 12m) é obrigada a possuir dispositivos de ancoragem para trabalhos de manutenção, limpeza e restauração de fachada. Prédios construídos antes de 2006 também devem se adequar. A responsabilidade é do condomínio.
Prédios construídos antes de 2006 também precisam se adequar? +
Sim. A legislação não distingue o ano de construção. A Portaria MTE nº 157/2006 e a NR-18 se aplicam a toda edificação que se enquadre nos critérios de altura e número de pavimentos, independentemente de quando foi construída. Condomínios mais antigos têm a mesma obrigação legal que os mais recentes.
Quem é responsável pela instalação — o condomínio ou a construtora? +
Prédios novos devem ser entregues pela construtora com os pontos de ancoragem já instalados. Para edificações mais antigas ou onde a entrega não incluiu o sistema, cabe ao condomínio (síndico, por deliberação em assembleia) providenciar a instalação e a manutenção periódica.
A empresa contratada para serviço de fachada pode usar minha ancoragem sem certificação? +
Não. É terminantemente proibido realizar qualquer serviço em altura sem que os trabalhadores estejam adequadamente conectados a um sistema de ancoragem certificado. Em caso de acidente, o condomínio pode ser responsabilizado civil e criminalmente se o sistema estiver irregular.
O síndico pode ser responsabilizado criminalmente por ancoragem irregular? +
Sim. Em caso de acidente durante trabalho em altura com sistema de ancoragem irregular ou com laudo vencido, o síndico pode responder criminalmente por lesão corporal culposa ou homicídio culposo por omissão, além da responsabilidade civil do condomínio. A regularização protege o síndico, os trabalhadores e o condomínio.
Quantos pontos de ancoragem são necessários? +
A quantidade depende do perímetro e da tipologia da fachada. Para serviços de pintura, recomenda-se um ponto a cada 2 metros. Para troca de revestimento cerâmico com andaime, cerca de 6 pontos por andaime. A KRAFT realiza visita técnica para dimensionar corretamente o projeto.
O que é o teste de arrancamento e por que é necessário? +
O teste de arrancamento é um ensaio de tração realizado em campo com equipamento específico e calibrado. Ele verifica se o ponto instalado atende à resistência mínima exigida pela NR-18. Sem esse teste, o laudo técnico não é válido e o ponto não pode ser utilizado legalmente.
Qual material é utilizado nos pontos de ancoragem? +
A norma exige material resistente a intempéries. A KRAFT utiliza aço inoxidável AISI 316, com alta resistência à corrosão pelo ambiente marítimo e tropical do Rio de Janeiro, garantindo durabilidade e segurança ao longo do tempo.
Qual a diferença entre ponto fixo e linha de vida? +
Os pontos fixos (olhais) são dispositivos individuais instalados na estrutura, indicados para trabalhos pontuais em fachada. A linha de vida horizontal é um cabo de aço fixado em pontos de ancoragem ao longo da cobertura, funcionando como EPC (proteção coletiva) que permite a movimentação simultânea de múltiplos trabalhadores com maior mobilidade.
Como é feita a detecção de armaduras antes da instalação? +
Utilizamos detector de armaduras (pacômetro) profissional antes de qualquer perfuração. O equipamento identifica a posição das barras de aço dentro da laje ou viga, permitindo que a broca e o chumbador sejam posicionados sem comprometer a estrutura. Este procedimento é obrigatório em toda instalação realizada pela KRAFT.
Com que frequência preciso renovar a certificação? +
Conforme a NR-35, os sistemas de ancoragem devem ser inspecionados e re-certificados com periodicidade máxima de 12 meses. A inspeção deve ser feita por empresa especializada, com emissão de novo laudo e ART a cada ciclo anual.
O que é ART e por que é necessária? +
A ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) é o documento emitido pelo engenheiro responsável e registrado no CREA, que atesta a responsabilidade técnica pela execução do serviço. Ela é obrigatória para que o laudo de ancoragem tenha validade legal. A KRAFT inclui a ART em todos os serviços de instalação e certificação.
A KRAFT certifica pontos instalados por outras empresas? +
Sim. A KRAFT realiza inspeção técnica, teste de arrancamento e emissão de laudo com ART em pontos de ancoragem instalados por qualquer empresa, para fins de renovação da certificação anual exigida pela NR-35. Se algum ponto não passar no ensaio, realizamos a substituição ou reforço necessário.
Quanto tempo leva para receber o laudo após a instalação? +
Após a conclusão da instalação e do teste de arrancamento, o laudo técnico e a ART são emitidos em até 5 dias úteis. O documento é entregue em formato digital (PDF) e físico, conforme a necessidade do condomínio.
Laudo vencido: posso usar os pontos enquanto aguardo a renovação? +
Não. Um laudo vencido equivale legalmente à ausência de certificação. Enquanto o sistema não for re-inspecionado e o novo laudo emitido, os pontos não podem ser utilizados por nenhum trabalhador. Recomendamos agendar a renovação com antecedência para evitar interrupções nos serviços de manutenção do prédio.
A visita técnica tem custo? +
Não. A visita técnica é totalmente gratuita e sem compromisso. Um especialista da KRAFT vai até o edifício, avalia a situação, mapeia os pontos necessários e apresenta uma proposta técnica completa com prazo e investimento.
Quanto tempo leva a instalação de ancoragem? +
Depende da quantidade de pontos e das características do edifício. Em média, uma instalação completa (10–20 pontos) é concluída em 1 a 2 dias de trabalho. A emissão do laudo e ART ocorre em até 5 dias úteis após a instalação e teste de arrancamento.
A KRAFT atende meu bairro no Rio de Janeiro? +
Sim. A KRAFT atende toda a Zona Sul (Copacabana, Ipanema, Leblon, Flamengo, Botafogo, Laranjeiras), Zona Norte (Tijuca, Méier, Madureira), Barra da Tijuca, Centro, Niterói, São Gonçalo, Maricá e todo o Estado do Rio de Janeiro.
Vocês atendem condomínio pequeno (4 andares)? +
Sim. A KRAFT atende edificações de qualquer porte, desde prédios com 4 pavimentos até grandes condomínios e edifícios corporativos. Na verdade, os prédios menores muitas vezes são os mais desassistidos — e os que mais precisam regularizar a situação para proteger o síndico e os moradores.